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tarot · 7 min

História do tarô: origem, evolução e como chegou até hoje

A história do tarô desde sua origem no século XV até o tarô moderno: como passou de jogo de cartas italiano a ferramenta de autoconhecimento e por que vale a pena entendê-la.

Mara Velo
Voz editorial da Velotit · escrito com IA
História do tarô: origem, evolução e como chegou até hoje

De onde vêm as cartas do tarô: origem documentada

A origem documentada mais antiga do tarô se encontra no norte da Itália, por volta do século XV. Os primeiros baralhos conhecidos, como o tarô Visconti-Sforza (por volta de 1450), eram objetos de luxo pintados à mão para a nobreza milanesa, sem nenhuma finalidade adivinhatória explícita. Eram usados como um jogo de cartas chamado tarocchi, semelhante a outros jogos de baralho da época. A ideia de que o tarô tem origem egípcia ou que foi inventado pelos Templários é um mito do século XVIII sem respaldo histórico.

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Neste artigo · 5 seções
  1. Do jogo de cartas italiano ao tarô esotérico francês
  2. O Tarô de Marselha: padronização e tradição europeia
  3. O Rider-Waite-Smith: o baralho que mudou a forma de ler tarô
  4. Como o tarô passou do ocultismo ao autoconhecimento
  5. Tarô de Marselha e Rider-Waite: duas tradições que convivem

Do jogo de cartas italiano ao tarô esotérico francês

Durante os séculos XVI e XVII, o tarô se espalhou pela Europa como jogo. Só no século XVIII os ocultistas franceses começaram a atribuir a ele significados simbólicos e conexões com a cabala, o hermetismo e a astrologia. Antoine Court de Gébelin publicou em 1781 a teoria de que o tarô teria origem no Egito Antigo. Essa tese era historicamente incorreta, mas foi decisiva para transformar o tarô de jogo em ferramenta esotérica e dar-lhe o quadro de leitura que persiste até hoje.

O Tarô de Marselha: padronização e tradição europeia

O Tarô de Marselha, desenvolvido na França entre os séculos XVII e XVIII, tornou-se o padrão mais difundido por mais de dois séculos. Suas imagens são esquemáticas: os arcanos menores mostram apenas os naipes e os números, sem cenas narrativas. É o baralho de referência de muitas escolas de leitura europeias, especialmente as que trabalham com a intuição visual e a geometria simbólica das cartas. A tradição marselhesa prioriza a estrutura do baralho em vez da ilustração narrativa.

O Rider-Waite-Smith: o baralho que mudou a forma de ler tarô

Em 1909, o ocultista Arthur Edward Waite encomendou à ilustradora Pamela Colman Smith o desenho de um novo baralho para a Hermetic Order of the Golden Dawn. O resultado, publicado pela Rider Company, foi o primeiro baralho a ilustrar os 56 arcanos menores com cenas narrativas completas, e não apenas com símbolos abstratos. Essa decisão transformou radicalmente a forma de ler o tarô: tornou a interpretação mais acessível e fez do Rider-Waite a referência visual da maioria dos baralhos modernos.

Como o tarô passou do ocultismo ao autoconhecimento

A partir da década de 1970, o tarô começou a se desvincular do ocultismo para se tornar uma ferramenta psicológica e de autoconhecimento. A psicologia junguiana influenciou essa transição: os arquétipos dos arcanos maiores encaixavam-se bem na linguagem do inconsciente coletivo de Carl Jung. Hoje muitas pessoas usam o tarô sem nenhuma crença sobrenatural, como espelho de situações internas e ferramenta para organizar o pensamento diante de decisões complexas.

Tarô de Marselha e Rider-Waite: duas tradições que convivem

A diferença entre os dois sistemas continua relevante. O Tarô de Marselha exige mais intuição e formação em simbologia geométrica; o Rider-Waite oferece acesso mais imediato graças às suas cenas narrativas. Nenhum é superior: são ferramentas diferentes, com tradições diferentes. A escolha depende do estilo de leitura, do tipo de perguntas que se costuma fazer e da relação que o leitor quer construir com o seu baralho.

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